quinta-feira, 31 de março de 2011

Infância

Sabe aqueles grandes sonhos que você tem quando se é pequeno? Que muitas vezes são deixados de lado porque a curiosidade de esvai, a insegurança aparece eo dinheiro vira um sonho mesquinho que acaba por passar por cima dos outros.
Quando eu era pequena eu dizia que queria ser cabeleireira, talvez porque todas as meninas brincavam com suas bonecas as quais não me interessavam em absoluto até eu descobrir a sensação maravilhosa de estragar com uma tesoura os cabelos louros delas e ir mostrar aos meus pais toda orgulhosa do meu trabalho de cabeleireira.
Com o tempo minhas bonecas terminaram de perder a graça, afinal nenhuma delas tinha cabelo mais e elas não eram um desejo de consumo da minha infância.
Me apaixonava cada vez mais por jogos e nada me deixava mais frustrada do que ganhar um daqueles brinquedos que não cantam, nem se mexem, ficam parados, com seus olhos de vidro desinteressados em minhas conversas.
Cozinhava com minha avó, nunca pensei na cozinha como profissão, então conheci as maravilhas a seu redor e depois de querer ser veterinária, cabeleireira, cantora (confesso que desisti por me parecer um sonho inviável, fraqueza), modelo (estava na moda), decidi que iria fazer uma faculdade de gastronomia.
Mas não vou cozinhar, conheci como uma criança curiosa as maravilhas a seu redor, o perfume paternal em um malbec, a alegria da criação de um evento, as  relações humanas envolvidas, o marketing e conheci o gosto de se perder, de se descontrolar e perder tudo do alcance das mãos, confesso que foi um período amargo, e ainda é, mas agora assume um gosto de café, um amargo prazeroso e que é capaz de encher de energia a mais monótona das pessoas.
Estou abrindo uma mei de organização de eventos.
Saio da minha zona de conforto e me entrego ao mundo para sentir novos sabores.
E vou pensando, vai dar tudo certo!
VAI DAR TUDO CERTO!
Não respiro nostalgicamente fragmentos da minha infância, inspiro todos esses sentimentos infantis e amadureço assim, mantendo-me cada vez mais jovem, mais viva, para que meus olhos se esbugalhem para sempre ao ver uma coisa nova e que elas sempre existam em minha vida.

sábado, 26 de março de 2011

Outro começo

As idéias em todo este tempo não pararam de fluir.
Eram pensamentos seguidos por ondas de pessimismo intercaladas com otimismo.
Hoje especialmente me sinto confiante, segura e feliz.
Penso que em breve terei novidades.
Um nova porta será aberta e esta depende inicialmente, inteiramente de mim.
Estou ainda afastada do computador, e focada em trabalho mental.
Portanto um tanto desatenta para meu querido blog.
Mas volto logo e garanto que melhor do que nunca.


quinta-feira, 24 de março de 2011

Algum tempo depois

Cheguei de viagem exausta, fisicamente e psicologicamente.
Contei aqui a parte divertida da viagem, porém a parte difícil emocionalmente ficou por baixo dos panos.
Desde que cheguei decidi me dar um tempo, sem fazer absolutamente nada, neste tempo decidi não pensar também.
Decisão que nunca funciona para mim, acho que nunca pensei tanto e é agoniante girar em volta dos mesmos temas e não chegar a uma conclusão de para onde me atirar.
Já não quero mais me atirar para qualquer lugar e levar nãos infindos ou ficar sem resposta.
Eu confio na minha capacidade, mas as pessoas não me deixam oportunidades por não confiarem em alguém sem experiência profissional.
Eu sei "vender meu peixe" mas me bloqueiam antes mesmo de chegar a alguém com quem tem algum direito definitivo de resposta.
A palavra é estafa.
Fiquei longe do computador, de livros, assisti a filmes sem conteúdo...
E nada de relaxar.
Nova fase: Volto a escrever, a ler, a procurar, a persuadir.

terça-feira, 15 de março de 2011

Terça-feira

Terça-feira pós jogo de boliche de segunda a noite, sem dor nos braços, mais um Piratas do Caribe e começa o encerramento.
Empurrar e ocupar milimetricamente os espaços da mochila com queijo, goiabada, doce de leite e mais umas coisinhas adquiridas...


Para encerrar o diário de bordo...
Embarcaremos amanhã, ainda pela manhã, vou levando boas lembranças, muitas risadas e vontade retornar, porém, vou sem dor, sinto saudade do silêncio, das poucas pessoas, de rostos familiares e estou morrendo de vontade contar os fatos pessoalmente.
A quem quiser conhecer Belo Horizonte, espero que possam vir o mais rápido possível, a cidade possui um ar agradável, choveu muito, mas não atrapalhou em nada a diversão.
A cidade é bem estruturada, tem seus inconvenientes, como ônibus lotado, muito tempo para conseguir atravessar a rua, não meu pareceu uma cidade para descanso, mas tem muito o que se conhecer e fazer, ótimos lugares para comer e o paraíso dos queijos com goiabadas.
A parte cultural eu não pude conhecer profundamente, esta semana o calendário estava pobre, mas quando formos embora acontecerão vários bons shows, como Seal e Ana Carolina, visitamos um exposição no Palácio das artes, era Paulista por coincidência e demonstrava uma revolta agoniante.
Vou embora recomendando com certeza a cidade para pessoas que gostam de se movimentar.

Encerro agora (confesso que agora me bateu uma sensação parecida com nostalgia), espero que tenham apreciado um pouco desta viagem comigo.

Câmbio, desligo.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Domingo - Segunda-feira

Domingo começou normalmente um sol de faz-de-conta, seguido por chuva, uma visita a feira da Afonso Pena, um almoço, um dia preguiçoso e a noite...
Fomos conhecer a torre do Hard Rock, no último andar, um restaurante finíssimo de comida asiática com uma vista que toma quase toda a cidade de Belo Horizonte, as luzes da cidade, o contraste do verde, com a arquitetura mais moderna, do pobre ao muito rico.
O fato é que o restaurante não cabe exatamente no nosso bolso, mas extrapolamos um pouco, nos demos de presente uma noite maravilhosa, com sushis deliciosos e um espumante (freixenet tournée) que caiu muito bem com a comida e com o visual.
Para complementar a noite uma cena cômica que merece ser compartilhada, um casal de cinquentões (ou mais) estavam compartilhando com o restaurante sua discussão, e surgiram frases assim, ela:"-você não faz sexo espontâneo comigo, só quando eu falo", "custa? natal, aniversário, dia dos namorados?", "Dá licença, eu estou falando", "então vamos transar agora!" ele: "Aqui não é lugar para isso "e, mais várias frases bizarras que divertiram ainda mais nossa noite, os garçons (muito simpáticos e bem treinados) conversaram muito conosco, disseram que o casal não estava consumindo nada (o que matou a nossa teoria de que eles possuiam muito dinheiro, afinal ir a um lugar maravilhoso e caro igual aquele para discutir éou não é para quem pode?) e, que já haviam mudado de mesa seis vezes!
Saí encantada do lugar, maravilhada com o bom gosto e, com meia garrafa de espumante do organismo enlouquecendo dentro do meu corpo pedindo para sair pouco antes de pegarmos o ônibus.
Contrastando com toda a classe, tive que apelar para o xixi no matinho.
E assim foi o fim da minha noite inesquecível.


Segunda-feira sem ressaca, chuvosa e preguiçosa, assistimos Piratas do Caribe pela centésima vez com prazer e estamos nos preparando para o próximo programa que provavelmente será uma nova partida de boliche e mais comida!



domingo, 13 de março de 2011

Domingo

freixenet tournée
sushi
uma vista incrível
depois conto o resto porque estou sendo apressada.
Boa semana!

sábado, 12 de março de 2011

Mais mineirisses-Sábado

Como ontem fomos ao mercado central, hoje ainda estou me deleitando com as delícias de lá, imaginem que aqui tem chips de provolone desidratado, muito gostoso! Um pouco salgado demais, ainda assim muito gostoso!
Meus casos estão aumentando por aqui, me apaixonei perdidamente pelo pão de queijo, mas agora tem a goiabada, o queijo da canastra, a broa de fubá com queijo, o churros de doce de leite e mais tarde acredito que vou comer uma boa carne.
Acabei de tomar o café da manhã, dentro de uma hora sairemos almoçar, contando que minha meta era engordar no máximo 2kg aqui, estou bem dentro do limite ainda!rs
Mas a cada dia que passa tenho mais dúvidas sobre morar aqui, estamos no centro da cidade, a noite é bonito e tranquilo, mas de dia é um inferno à São Paulo capital, muito barulho!
Botucatuense vive em paz, tenho vontade de vir para BH, mas para morar em um lugar mais tranquilo, sem decair minha qualidade de vida e sem ter que aumentar o volume da TV toda vez que passa um ônibus na rua.
Quanto a um emprego aqui, parece cada vez mais distânte, devo estar em centenas de bancos de dados que não me servirão para nada, mas não estou achando ruim, sabe aquela história de que Deus escreve certo por linhas tortas?
Como diz meu noivo: "vamos aguardar os acontecimentos"
Que o melhor nos alcance e enquanto isso aproveito as férias, os queijos, as goiabadas, o doce de leite...